Existem milhares de maneiras, ferramentas e métodos de se confeccionar um cavalete para violão.
Como eu não havia me deparado com nenhuma fórmula mágica resolvi, por conta própria, criar uma forma para resolver um problema de um violão em que o cavalete havia se soltado.
Primeiro tirei as medidas do cavalete anterior e seu posicionamento no tampo de acordo com a medida da escala.
Depois de achar um pedaço de madeira perfeito para esta atividade – cordialmente cedido pelo Marcio Benedetti – passei para a madeira as medidas com as quais iria trabalhar. E a partir daí fui escolhendo as ferramentas.
Com a microretífica, um limitador de madeira preso por grampos e fresa de 2mm comecei pela cavidade do rastilho.
A profundidade foi a mesma do cavalete anterior. Que possui um captator de contato.
Marcação do limite do rebaixo do acabamento lateral. Nossa, quase o primo do amigo do irmão da minha tia…
Lixadeira de rolo para facilitar o serviço.
Ambos os lados sendo rebaixados.
Após a marcação do espaçamento entre as cordas – que eu também tomei como referência o cavalete anterior – determinei a profundidade de acordo com a cavidade pela qual as cordas irão passar para se apoiarem no rastilho.
Essa engenharia toda foi desenvolvida para fresamento da cavidade por onde as cordas entram no cavalete.
Microretífica, grampos, apoio…tudo para que a cavidade fosse fresada de forma segura e principalmente reta.
Após definir a cavidade 2, estiletando o acabamento final – a rampa de acesso das cordas!
Formão para retirar excesso de madeira e definir o formato da peça.
Para dar acabamento na peça é necessário lixá-la com lixas 220 e 400.
Passar uma lâmina de estilete também ajuda a melhorar a qualidade no acabamento.
Óleo de peroba, cera, palha de aço são ótimos recursos para finalizar o trabalho.


sebá
4 de agosto de 2010
muito educativo gostei do suporte da retifica de sua criação muito criativo
Pauleira
agosto 4th, 2010
Legal! Esse suporte é uma criação do luthier Henry Ho baseado no suporte da Stewmac. O importante é criar, adaptar e gastar menos hehe
Um abraço
Paula
Le
7 de agosto de 2010
ótimo seu site/blog .. frequentarei-o com frequência =]
Pauleira
agosto 8th, 2010
Seja bem vindo!!!
PêPê
9 de agosto de 2010
Gostei muito da forma criativa que vc textualiza os procedimentos!!rs
Gostaria muito de estudar na B&H também, mais no momento tô atarefado com a facul!!!que pena!!!rs
Um abraço e parabéns!!
Pauleira
agosto 9th, 2010
Adorei o termo “textualiza” hehehe assim que tiver um tempinho para fazer o curso na B&H será muito bem vindo! É só ligar pra gente e agendar o melhor horário para você! Um abraço e espero que continue acompanhando o blog!
alexander parada
13 de dezembro de 2010
a algumas semanas fiz um cavalete para um amigo meu, ele nao achou nenhum pronto com as mesmas mediadas do antigo(comprou o violão sem o cavalete e com o braço descolado na quilha, resultado do uso de cordas de aço, o violão e um Di giorgio 1975 classico.) Tive fazer todo o trabalho com uma lima(ou grossa) e muita lixa ate chegar no acabamento perfeito, vendo as fotos de seu trabalho fica claro a falta que muitas ferramentas irão fazer ao longo de meu aprendizado ja estou pensado em transformar os fundos de casa numa oficina, mas muita coisa e como voce falou tem de improvisar. parabens pelo post.
Pauleira
dezembro 13th, 2010
Alexander, fico feliz em poder ajudar! Sucesso para você e para a oficina nos fundos da casa hehehe
alex firman
3 de janeiro de 2011
Oi gostei muito do Blog, gostaria de saber como faço para adquirir o cavalete do violão epiphone…cavalete tipo bigode.Abs!!!
Pauleira
janeiro 5th, 2011
Oi Alex! Então, eu não sei de um fornecedor desse tipo de cavalete…abçs
Allan
8 de janeiro de 2011
Cara gostei muito desse cavalete que vc fez eu tenho proucurado um cavalete para meu violão um Di Giorgio 1986 e naum encontro vc faria um desses por encomenda para mim?
Abração otimo tutorial
renato luiz mageste
10 de junho de 2011
adorei pois presisava aprender
valerio xavier
17 de junho de 2011
muinto criativo , no brasil quem nao se vira afunda. tenho viajado por ai afora, sempre que eu encontro uma ferramenta mesmo usada eu compro. sempre tem alguem que herdou e nao gostou. em antiquario ja emcontrei verdadeiras joias para luthieria. abraços , virei fa…..
Pauleira
junho 19th, 2011
Oi Valerio, criatividade é tudo. Temos de nos adaptar a muitos dispositivos, ferramentas, peças e acho que é um excelente caminho! Obrigada por participar do blog…um abração